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Governo alemão anuncia o fechamento de suas usinas nucleares até 2022

30/05/2011

A Alemanha irá desativar todos os seus reatores nucleares em funcionamento até o ano de 2022, anunciou na madrugada desta segunda-feira o Ministério do Meio Ambiente alemão.

Dos 17 reatores existentes no país, oito –os mais antigos– já estão parados por decisão do governo e não serão mais reativados, disse o ministro Norbert Röttgen.

Entre os outros nove, seis deverão ficar fora de serviço até o final de 2021 e três –os mais recentes– funcionarão no mais tardar até o final de 2022, afirmou Röttgen, que qualificou a decisão de “irreversível”.

O anúncio do ministro ocorreu após uma longa sessão de negociações dentro da coalizão governamental encabeçada pela chanceler Angela Merkel iniciada na tarde de domingo.

A Alemanha deve, dessa forma, encontrar até o final de 2022 uma forma de cobrir os 22% de suas necessidades energéticas, geradas atualmente pelas usinas nucleares.

A decisão do governo alemão surge após Merkel ter estabelecido uma comissão de ética para analisar a produção de energia nuclear no país em reação ao desastre ocorrido na central japonesa de Fukushima Daiichi no início de março

A decisão dos partidos da coalizão dirigida por Merkel supõe um retorno à decisão tomada no ano de 2000 pela então coalizão de social-democratas e verdes comandada por Gerhard Schröeder que tinha aprovado por lei o fim da era nuclear em 2021.

Merkel e sua equipe se retratam assim da lei que aprovaram no ano passado para prolongar a vida das usinas nucleares em uma média de 14 anos e que atrasava para 2036 o fechamento da última usina atômica no país.

  Editoria de Arte/Folhapress  

 

 

Fonte: Folha.com

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Usinas nucleares: ameaça permanente à vida

10/09/2010

31 de agosto de 2010

Por Darci Bergmann

Parece inerente ao ser humano emaranhar-se em tecnologias com alto poder de destruição, mesmo quando são destinadas ao uso pacífico. A fissão nuclear sabida e reconhecidamente tem um enorme custo para fins energéticos, mas os custos maiores decorrem dos acidentes e das consequencias daí resultantes.
Mesmo assim, ela encontra quem defenda o seu uso em amplos setores da sociedade. Sempre o argumento maior é que as demais fontes de energia ou são caras ou não atendem à crescente demanda de uma civilização cada vez mais consumidora. 
Dentro da visão de progresso linear, expansionista, em que a natureza deve ceder espaço à espécie humana que prolifera e rompe as barreiras da sustentabilidade, a energia  de fissão nuclear faz sentido. Mas para quem ainda pensa viver num planeta mais seguro onde a natureza ainda pode e deve ser preservada nada justifica o uso dessa tecnologia. Se parte dos gigantescos recursos financeiros fosse usada para programas de planejamento familiar, redução do consumo de supérfluos e investimentos em fontes alternativas de energia, as ameaças de acidentes nucleares não existiriam.
 
As usinas atômicas são concentradoras do capital e das decisões.
Pela complexidade e pelos altos custos o manejo nuclear está nas mãos de pouca gente, mas a sociedade como um todo é que banca os altos investimentos.  A sociedade é trabalhada no sentido de aceitar a energia nuclear como alternativa segura e viável economicamente. Esse discurso une investidores e políticos que se apresentam numa aura de defensores do progresso e da geração de empregos. O dinheiro investido na mídia para informar a opinião pública traz resultados aos interesses da turma atômica. De outro lado, quem se opõe ao uso da energia nuclear é rotulado como retrógrado, desinformado, enfim contrário à modernidade. Mas seria bom perguntar: que modernidade tem essa tecnologia que pode destruir a Vida? Particularmente entendo que a modernidade está em se utilizar energias de outras fontes que não se constituem em ameaças à integridade física de pessoas e às outras formas de vida.
 
Alguns acidentes nucleares já dispararam o sinal de alerta 
O maior deles foi o de Chernobyl, em 1986, na Ucrania. Naquela época a Ucrania fazia parte da URSS – União das Repúblicas Soviéticas Socialistas. Os relatórios divulgados procuravam minimizar as consequencias do acidente, embora alguns ambientalistas já levantassem suspeitas de que nem tudo estava sendo revelado à opinião pública. O decorrer do tempo mostrou que os efeitos radioativos continuam agindo numa vasta região. Em matéria divulgada por Pavol Stracansky, o autor diz:  
 “Quase 25 anos depois do pior acidente nuclear da história, novas descobertas científicas sugerem que os efeitos da explosão em Chernobyl foram subestimadas. Especialistas publicaram, no mês passado, uma série de estudos indicando que, contrariando conclusões anteriores, as populações de animais diminuíram na área de exclusão em torno do lugar onde funcionava a antiga central nuclear soviética, e que os efeitos da contaminação radioativa depois da explosão foram “assombrosos”. Cada vez mais javalis com altos níveis de césio são encontrados no lugar.
 

 

Esta informação foi divulgada meses depois que médicos na Ucrânia e Bielorússia detectaram aumento nas taxas de câncer, mutações e doenças do sangue, que pensam estar relacionado com Chernobyl. Por outro lado, uma pesquisa norte-americana publicada em abril constatou aumento nos defeitos de nascença, aparentemente devido à exposição continuada a doses de radiação de baixo nível”.
Concluo, depois dessas informações, que a minha desconfiança em relação à energia de fissão nuclear só me trouxe mais certezas: é preciso que cada um de nós se posicione contra essa pretensão absurda de instalação de novas usinas atômicas. A modernidade está em ultrapassar certos modelos de progresso que sempre nos levaram à destruição da vida nas suas múltiplas formas.

Usina nuclear na Rússia

10/08/2010

Álém do risco do incêndio da Rússia atingir as usinas nucleares, o que vem sendo muito falado e que fez um centro nuclear no rio Volga ser fechado, uma usina nuclear ser desligada e um instituto de pesquisa nuclear ser evacuado. Os problemas principais são o fogo, a onda de calor, a falta de água e as falhas no sistema. Mas ainda há outros problemas, veja abaixo na mensagem de um amigo do Greenpeace Russia.
 

Officially more than 10 Russian provinces are polluted after Chernobyl catastroph and the mostly polluted is Bryanskaya oblast. Beside Chernobyl there some provinces polluted in Southern Ural after accidents at Mayak – reprocessing plant.
 
Chernobyl and mayak’s traces covers forests in these provinces. If fire start in such forests dangerous radionuclides will go to atmosphere.
 
At present no fires at polluted forests but risk of such fire still high.
 
The govrenment have to creat special monitoring and protection of particular these forests. Entrence to theses forests should be banned.