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The milk of Chernobyl

16/03/2011

 

Greenpeace International

  • Blogpost by Aslihan Tumer – March 11, 2011 at 11:40

  • As a child, I really did not like the milk no matter how much my mother tried to put sugar or chocolate in it. I still don’t  like it much. This was a little issue when I grew up between my mother and me. Today I am a Greenpeace campaigner and I came to a remote village in Ukraine. Our mission was to test the milk contamination in the area. We were about 4 hours drive from Chernobyl and even here you can see the contamination – especially in milk, something that is very important part of the daily diet here.

    We knew it was contaminated – it was documented soon after the Chernobyl accident – but we were hoping to not to find it. You do not want to measure the milk of these subsistence farmers and tell them that they are poisoning themselves and their children. Long term accumulation of the radioactivity in their bodies is the reason that many children have unusual headaches, lose consciousness, have birth defects. How can you say that to those people whose livelihood depends on? It took us only one day to find samples of milk that were 5 to 16 times higher than the Ukrainian limits for children, 30 times higher than the control samples we had in Kiev where the markets are closely regulated and regularly checked. I wondered if those mothers also insist their kids to drink their milk in the mornings.

    When asked, they said they knew the problems with the contamination in their food. Some remember the Chernobyl accident, and the fear at the time that they might all die within a year. They did not die within a year but the consequences of Chernobyl continued and they learned to live with it as a part of their lives. At the local children’s hospital we were told that it was getting worse. There are more and more children every year with problems; weak bones, anemia…etc. The ones with more serious problems are send to the regional hospital and if even more serious, directly to Kiev.

    I talked with one of the locals who asked me about our findings. Women were queuing up where we set our portable station measuring activity in milk. They brought their food and asked us to let them know about our findings. I explained one of the women what the situation is, and that necessary support needs to be given to these communities, that Chernobyl is not only the exclusion zone – there is a much wider affected area. She laughed at my ignorance: “no one will care about us” she says. I couldn’t  answer her, I couldn’t tell her that they will care.

    A lady stopped us in front of the hospital with a little kid four years old. She was crying and asked us if we were doctors, if we could help her. Her little Ivan faints very often. Nobody really explained her what the problem is. Ivan looked at us from his big coat, all his face covered because of the cold weather apart from his eyes. He was a little shy and did not want to talk to us. I couldn’t help Ivan, I won’t be able to help to any of them. I felt so powerless. We went there to find the milk contamination and we found it. It took our little team only one day to find that contamination. It is known by officials in Ukraine and by international institutions that these areas are still very contaminated yet they choose to ignore it and do not do anything about it.

    You see if it is far from the public eye in a remote village in Ukraine, it is not a problem for them.

    Next month will be the 25th anniversary of Chernobyl. There are already many scientists and officials saying the consequences are not too bad, and it has already passed. There is even talk of opening some of the previously excluded areas for agriculture to symbolize that it is over and we can forget about it.  They want to open the land for agriculture, for cattle to graze. Who is going to drink the milk of these cows? Which young mothers will ask their kids to finish their milk? The very people that you and me will never see on TV. They will never be professional spokespeople. Their stories will never be told. The government is working on a new law to lift the status of the Chernobyl invalids , so that they will not get the little financial support they were getting until now. It seems like if those people lived for 25 years after the Chernobyl – well that should be good enough for them.

    We cannot forget about Chernobyl, what it has done and what it will continue to do many generations to come. The Chernobyl accident is what every nuclear power plant in the world is capable of doing. When Chernobyl was first built it was thought to be the best, the one that will never have any problems. You know the rest of the story. Hundreds of kilometers away from the exclusion zone there are kids losing their consciousness every now and then again, if they fall when they are riding their bikes they are more likely to break their bones, and it will take longer for them to recover.

    Aslihan Tumer is a nuclear campaigner for Greenpeace International.

    Photos: © Greenpeace / Steve Morgan, © Robert Knoth / Greenpeace

http://www.greenpeace.org/international/en/news/Blogs/makingwaves/the-milk-of-chernobyl/blog/33675

Especialistas americanos temem um novo Chernobyl no Japão

15/03/2011

13 de março de 2011 11h27 atualizado às 12h09

Utilizar água do mar para esfriar um reator nuclear como estão fazendo os japoneses em sua usina de Fukushima, atingida pelo terremoto de sexta-feira passada, é “ato de desespero” que evoca a catástrofe de Chernobyl, estimaram especialistas americanos em energia atômica.

Vários técnicos, falando à imprensa em audioconferência, preveem, também, que o acidente nuclear possa afetar a reativação deste setor energético em vários países. “A situação tornou-se tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à agua do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington.

O que acontece atualmente na central é uma perda total de alimentação dos sistemas de resfriamento, exterior e interior (asegurada neste caso por geradores a diesel). Esta falha total “é considerada extremamente improvável, mas é um tema de grande preocupação há décadas”, explicou Ken Bergeron, físico que trabalha com simulações de acidentes em reatores. “Estamos num terreno desconhecido”, precisou.

Os reatores de Fukushima foram paralisados, mas seu centro pode fundir-se se não for resfriado e começaria a fluir para o fundo do cilindro, o recinto de confinamento. “A estrutura de confinamento nesta central é certamente mais sólida que a de Chernobyl, mas muito menos que a de Three Mile Island, e só o futuro dirá” o que pode acontecer, disse Bergeron.

“No momento, estamos diante de situação semelhante à de Chernobyl, onde foi tentado derramar areia e cimento” para cobrir o reator em fusão, explicou Peter Bradford, ex-diretor da Comissão de Vigilância Nuclear americana. “Se isto continuar, se não for controlado, vamos passar para uma fusão parcial do centro (do reator) a uma fusão completa. Será um desastre total”, disse por sua vez Joseph Cirincione, chefe da Ploughshares Fund, em entrevista ao canal CNN.

Cirincione reprovou às autoridades japonesas o fato de oferecerem informações parciais e contraditórias sobre a situação na central de Fukushima. A presença de césio na atmosfera depois de a central ter lançado o vapor excedente indica que uma fusão parcial está em curso, segundo o especialista.

Para Bradford, esta situação representa “um grave revés para o pretendido relançamento” do setor nuclear em vários países. “A imagem de uma central nuclear explodindo diante de seus olhos na televisão é um prelúdio”, destacou. Mas, para o porta-voz da Associação nuclear mundial, Ian Hore-Lacy, os riscos de fusão ou de explosão do reator “diminuem à medida que o tempo passa e que o combustível nuclear esfria”.

http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/terremotonojapao/noticias/0,,OI4990123-EI17716,00-Especialistas+americanos+temem+um+novo+Chernobyl+no+Japao.html

Efeitos de Chernobyl podem durar séculos

13/09/2010

24/08/2010  

Autor: Pavol Stracansky   –   Fonte: IPS/Envolverde

Kiev, Ucrânia, 24/8/2010 – Quase 25 anos depois do pior acidente nuclear da história, novas descobertas científicas sugerem que os efeitos da explosão em Chernobyl foram subestimadas. Especialistas publicaram, no mês passado, uma série de estudos indicando que, contrariando conclusões anteriores, as populações de animais diminuíram na área de exclusão em torno do lugar onde funcionava a antiga central nuclear soviética, e que os efeitos da contaminação radioativa depois da explosão foram “assombrosos”. Cada vez mais javalis com altos níveis de césio são encontrados no lugar.

Esta informação foi divulgada meses depois que médicos na Ucrânia e Bielorússia detectaram aumento nas taxas de câncer, mutações e doenças do sangue, que pensam estar relacionado com Chernobyl. Por outro lado, uma pesquisa norte-americana publicada em abril constatou aumento nos defeitos de nascença, aparentemente devido à exposição continuada a doses de radiação de baixo nível.

Para ativistas contrários à energia atômica, esses estudos demonstram que os moradores da região afetada sofrerão consequências devastadoras, talvez por séculos. “Este é um problema que não acabará em poucos anos. Estará ali por centenas de anos”, disse à IPS Rianne Teule, da organização Greenpeace. “As novas pesquisas confirmam que os problemas são maiores do que disseram em 2006 a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e continuarão existindo e aparecendo em outros estudos. Não é algo que acaba logo”, acrescentou.

A catástrofe aconteceu em abril de 1986 quando explodiu um dos blocos da central localizada na atual Ucrânia. Estima-se que a radioatividade total de Chernobyl foi 200 vezes maior do que as liberações combinadas das bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos em 1945 sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. A explosão e os incêndios geraram uma gigantesca nuvem radioativa que se espalhou por toda a Europa, obrigando à evacuação de 350 mil pessoas de áreas próximas à usina.

Anos depois, a Organização das Nações Unidas (ONU), OMS, AIEA e outros organismos uniram-se aos governos de Rússia, Bielorússia e Ucrânia para criar o chamado Fórum Chernobyl, a fim de realizar um grande estudo sobre os efeitos do desastre e divulgar suas conclusões em 2006. A pesquisa concluiu que houve apenas 56 mortes diretas (47 socorristas e nove crianças com câncer de tireoide), e estimadas quatro mil mortes indiretas.

Entretanto, o informe foi duramente criticado por outros grupos, para os quais foi enormemente subestimado o número de mortes e o potencial do acidente. Alguns questionaram a postura da AIEA, que apoiou por décadas o uso de energia nuclear com fins pacíficos. Estudos alternativos contradiziam algumas das conclusões do Fórum Chernobyl e alertavam que os efeitos na saúde seriam muito mais devastadores.

O informe Torch, publicado em 2006 pelos cientistas britânicos Ian Fairlie e David Summer, menciona a incerteza sobre os efeitos na saúde pelas exposições a baixas doses de radiação ou a radiação interna por ingestão de alimentos contaminados. Também indicaram que foi subestimada, pelo menos em 30%, a quantidade de partículas radioativas liberadas pela explosão no meio ambiente.

Cifras oficiais dos países afetados também contradizem as conclusões do Fórum Chernoby. A Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, da ONU, concluiu que o número mais provável de mortes relacionadas com o desastre seria de 16 mil, enquanto a Academia Russa de Ciências calculou que até agora ocorreram 140 mil mortes na Ucrânia e na Bielorússia e 60 mil na Rússia. A ucraniana Comissão Nacional de Radiação elevou esse número para 500 mil.

Médicos ucranianos e bielorussos informaram à imprensa da Ucrânia, no começo deste ano, que houve crescimento nos casos de câncer, na mortalidade infantil e em relação a outros problemas de saúde que, estão convencidos, são efeitos do desastre. “Os números apresentados pela ONU e AIEA não coincidem com os que outras agências das Nações Unidas prognosticam em termos de mortes por câncer”, disse Oksana Kostikova, do Hospital para o Câncer Infantil, de Minsk. Por outro lado, as 16 mil mortes apontadas pela Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer é uma “avaliação mais correta do que a que vemos diariamente”, acrescentou.

O médico norte-americano Wladimir Wertelecki publicou em abril os resultados de uma ampla pesquisa sobre os efeitos em nascimentos na Ucrânia, revelando maiores níveis de anomalias em certas regiões do país. Segundo o especialista, este fenômeno estaria relacionado com a exposição continuada a baixas doses de radiação. Wladimir afirmou que as descobertas do Fórum Chernobyl deveriam ser revisadas para que sejam conhecidos os reais efeitos do acidente atômico. “A posição oficial é que Chernobyl e os defeitos de nascença não estão relacionados. Essa posição deve ser reconsiderada”, afirmou