Posts Tagged ‘aquecimento global’

Frio na Europa e EUA não desmente aquecimento, dizem cientistas

01/03/2010

Por David Fogarty

PUBLICIDADE CINGAPURA (Reuters) – O avanço do aquecimento global permanece incólume, disseram cientistas nesta quinta-feira, apesar das impressionantes imagens recentes da Europa e dos Estados Unidos paralisados pelo gelo.

O frio intenso no Hemisfério Norte — com previsão de se manter durante março em parte dos EUA — levou alguns a questionarem se o aquecimento global teria parado. Entender a tendência climática geral é crucial para as estimativas sobre consumo energético e produção agrícola, por exemplo. “(O mundo) não está se aquecendo por igual em todo lugar, mas é realmente bastante desafiador encontrar lugares que não se aqueceram nos últimos 50 anos”, disse o veterano climatologista australiano Neville Nichols numa entrevista coletiva online. “Janeiro, segundo os satélites, foi o janeiro mais quente que já vimos”, disse Nicholls, da Escola de Geografia e Ciência Ambiental da Universidade Monash, de Melbourne.

“O último novembro foi o novembro mais quente que já vimos, novembro-janeiro como um todo foi o novembro-janeiro mais quente que o mundo já viu”, disse ele, citando dados registrados desde 1979 por satélites. A Organização Meteorológica Mundial disse em dezembro que o período de 2000-09 foi a década mais quente desde o início dos registros, em 1850, e que 2009 deve ser o quinto ano mais quente da história. Oito dos dez anos mais quentes ocorreram desde 2000.

O UK Met Office, departamento de meteorologia do governo britânico, disse que invernos rigorosos como o deste ano — um dos mais frios nas últimas três décadas — podem se tornar cada vez mais raros por causa da mudança climática global. Cientistas dizem que o aquecimento global não é uniforme, e que os modelos climáticos preveem maiores extremos de frio e calor, secas e inundações.

“O aquecimento global é uma tendência superposta à variabilidade natural, à variabilidade que ainda existe apesar do aquecimento global”, disse Kevin Walsh, professor- associado de Meteorologia na Universidade de Melbourne. “Seria muito mais surpreendente se a temperatura média global continuasse subindo, ano após ano, sem alguns anos de temperaturas ligeiramente mais frias,” disse ele em resposta por escrito aos jornalistas.

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Parecer do PE exclui opção nuclear, como combate ao Aquecimento global

25/02/2010

24-Feb-2010
 
A eurodeputada Marisa Matias viu esta semana aprovado um relatório de parecer sobre o Livro Branco da Comissão Europeia sobre o clima, que afasta a opção nuclear no quadro da adaptação às alterações climáticas.
 
O quadro de acção europeu para a adaptação às alterações climáticas pode ser melhorado, e muito. A eurodeputada Marisa Matias viu esta semana aprovado um relatório de parecer sobre o Livro Branco da Comissão Europeia sobre o clima.

O relatório de parecer da eurodeputada bloquista sobre o Livro Branco da Comissão Europeia “Adaptação às Alterações Climáticas: para um Quadro de Acção Europeu” foi aprovado terça-feira em Bruxelas na Comissão de Indústria, Investigação e Energia. O parecer foi aprovado por 46 votos contra três (zero abstenções), reunindo um largo apoio de socialistas, liberais, verdes e populares ao trabalho à deputada do grupo parlamentar da Esquerda Unitária.
 
Duas vitórias importantes ficam garantidas neste documento, cujas propostas a Comissão Europeia deverá seguir: assegurar que o recurso à energia nuclear fica for a das soluções para combater as emissões de caborno; salvaguardar um modelo de enrgias renováveis da UE que mantenha a necessidade e não a procura como princípio, sobrepondo o interesse social aos interesses do mercado.
 
Este parecer foca “domínios muito sensíveis e que mexem com a vida das pessoas”, explica Marisa Matias. “Basta pensar em questões como a reconversão industrial, processos de produção, recursos energéticos ou investigação. Tudo isto faz parte do nosso dia-a-dia. Por isso a minha estratégia neste parecer foi dar indicações específicas em vez de genéricas.”
 
“Deve ser igualmente considerado que os fenómenos climáticos extremos requerem medidas de adaptação mesmo dentro dos actuais sistemas de infrastruturas. É preciso intervir nestas medidas: mesmo que os custos delas sejam altos, serão sempre inferiores aos desastres provocados pelo clima. Sugeri que a Comissão e os Estados membros apresentem planos para tal, com a devida distribuição de custos.”
 
“É preciso também reconhecer que as alterações climáticas provocam alterações no desenvolvimento económico e, logo, graves problemas sociais. Isto é algo que deve estar permanentemente presente no quadro das acções europeias”; conclui a eurodeputada.

Iceberg?

06/01/2010

Vídeo do Greenpeace Alemanha sobre Clima