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Morales diz que sonha com usina nuclear e que terá apoio de Ahmadinejad

23/11/2010

29/10 às 21h58 O GloboAgências internacionais

Evo Morales / Reuters

LA PAZ – O presidente da Bolívia, Evo Morales, reforçou nesta sexta-feira o que chamou de “sonho” de ter uma usina nuclear em seu país e anunciou que chegou a um acordo com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para ter seu apoio no projeto.

– Expressamos nosso interesse em desenvolver a cooperação entre os dois países no campo do uso pacífico da energia nuclear – disse Morales, em entrevista coletiva em Cochabamba, no centro da Bolívia.

Se concretizada a ideia de Morales, a Bolívia seguiria a Venezuela de Hugo Chávez, que há duas semanas acordou com a Rússia a construção de sua primeira usina nuclear. Segundo o presidente boliviano, o projeto tem fins pacíficos e visa também exportar energia.

– Não estamos falando de bombas atômicas. Eu sonho. Ajudem-me a sonhar – afirmou.

Ahmadinejad já esteve duas vezes na Bolívia e ofereceu US$ 100 milhões em cooperação em vários setores, inclusive com a possibilidade de explorar reservas de urânio. Morales acaba de voltar de sua segunda visita ao Irã.

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Chávez fecha acordo com a Rússia para construção de usina nuclear

21/10/2010
Em visita oficial à Rússia, presidente venezuelano diz que país desenvolverá energia nuclear com fins pacíficos

BBC Brasil | 15/10/2010 15:29

Em visita oficial à Rússia nesta sexta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assinou um acordo com o líder russo, Dmitry Medvedev, para a construção e exploração de uma usina nuclear na Venezuela.
“Venezuela entra no caminho da energia nuclear”, afirmou o líder venezuelano, de acordo com agências de informação russas. “Desnecessário dizer, mas vou dizer: com fins pacíficos, obviamente.”
Antes de embarcar à sua viagem internacional – que além da Rússia inclui Ucrânia, Bielo-Rússia, Síria, Líbano e Irã -, Chávez havia adiantado que fecharia esse acordo, que permitirá o desenvolvimento de energia atômica no país.

Foto: AP Presidentes russo, Dmitri Medvedev (à dir.), e venezuelano, Hugo Chávez, passam em frente de guarda de honra durante encontro no Kremlin, em Moscou

O presidente russo disse que as economias petroleiras são vulneráveis e a construção da usina levará independência à Venezuela, “incluindo no caso da queda dos preços do petróleo”, de acordo com a agência estatal venezuelana.
O governo venezuelano defende a energia nuclear para geração de eletricidade e como alternativa à geração termoelétrica. Chávez costuma citar como exemplos o Brasil e a Argentina. No início deste ano, a Venezuela enfrentou uma crise de escassez de eletricidade provocada pela estiagem e por faltas de investimentos no setor.
“Dizem que vamos fazer bombas atômicas. Não, nós não vamos fazer bombas atômicas”, afirmou Chávez. “Vamos desenvolver a energia nuclear e nada vai nos impedir. Somos livres, soberanos e independentes”, disse o presidente durante uma conferência com estudantes russos e venezuelanos na Biblioteca de Literatura Estrangeira, em Moscou.
Tratado
O tratado bilateral para promover o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos já havia sido assinado em 2008, em Caracas. O acordo, porém, para a construção da usina atômica ainda não havia sido concretizado.

Usinas atômicas na falha geológica

08/10/2010

As Usinas atômicas brasileiras não poderiam estar situadas em pior local. Elas foram construídas  na praia de Itaorna em Angra dos Reis.  Ninguém teve a preocupação de perguntar por quê  Itaorna quer dizer “pedra-podre”. O cacique João Vera Miri, já beirando os cem anos, sem dúvida teria muita história  para contar. Simplesmente a usina foi construída sobre uma “falha geológica”, à qual o topônimo guarani já alertava. [vide documentário –“Pedra podre”]. Em “Cronologia da  energia nuclear do Brasil”, o site do “green peace”  , pontuou sobre o ano de 1988 : “abalo sísmico na região de Angra dos Reis”.  O equipamento que chegou  [tubos para a refrigeração], era para  água-doce e teve que ser trocado, por isso FURNAS processou a Westinghouse. Em um único ano a Usina de Angra I chegou a parar 11  vezes , recebendo o apelido de “ usina vaga-lume”. Cabe lembrar que o acidente nuclear  na usina de Tchernobyl, ocorreu durante uma rotina de liga-desliga, aonde a reação em cadeia ficou fora de controle.[vide o livro –“O fim do sonho nuclear”]. Também foi preciso em Angra, a construção em caráter de emergência de um “pier” como quebra-mar , pois ondas de cinco metros ameaçavam o prédio da usina..  Não bastasse tudo isto, o prédio do turbo-gerador afundou e foi preciso construir uma base subterrânea de concreto de 250 ms. de comprimento por 17 ms de profundidade na tal falha geológica [pedra-podre]. Também um laboratório de pesquisa ficou soterrado por causa de um desmoronamento e o césio 137, permaneceu sob os escombros. O lixo atômico, armazenado em interlagos [São Paulo], também já deu evidências de vazamento. Um funcionário contaminado ao manipular um tubo de ensaio que caiu, ao sair da usina ignorou o alarme que funcionou prontamente. Ele “achou” que o alarme  deveria estar com defeito. O funcionário pegou um ônibus e foi para a cidade. A equipe de avaliação do nível de vazamento preferiu “não apavorar a população” e “deduziu” que os níveis de radiação estariam baixíssimos. Vários funcionários estão processando a empresa concessionária das usinas por casos de contaminação e outros. Para terminar, o projeto é alemão, mas o protocolo de evacuação não é o mesmo que o da Alemanha.  Lá todos os residentes num raio de 15 quilômetros  devem ser evacuados em até 24hs. O  protocolo da usina brasileira estipula que em 24hs deverão ser evacuados os moradores dentro de um raio de 5 quilômetros [de novo, vide o documentário Pedra podre] . As usinas estão bem próximas do eixo Minas-São Paulo-Rio de Janeiro. Historicamente existe o fato de que Itaorna está dentro do Distrito de Cunhambebe antigo local da aldeia do cacique tamoyo [Cunhambebe], que, ao ter sido traído pela “falsa-paz de Iperoig” teria [é uma tradição oral de todo aquele litoral], proferido uma maldição sobre a região inteira. A sorte [ou azar ], está lançada. Tupi.

Publicado em: março 19, 2008

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