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Energia eólica já é uma das mais competitivas do Brasil

08/09/2010
A forte disputa verificada nos leilões promovidos pelo governo federal esta semana pôs a energia eólica na lista das mais competitivas do Brasil, abaixo até do custo das térmicas movidas a gás natural, de cerca de R$ 140 o megawatt/hora (MWh). Na média, o preço da energia produzida com o vento foi negociada por R$ 130,86. No leilão do ano passado, cada MWh custou em média R$ 148,39.

“O resultado realmente surpreendeu a todos”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Ricardo de Maya Simões. Ele acredita que há várias fatores para explicar a forte disputa verificada no leilão, que contratou 2.892 MW de capacidade, sendo 70% desse montante de energia eólica.

Um dos fatores é a desaceleração da economia europeia, onde a construção de parques eólicos é tradicional. Com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo menos, o consumo de energia cai e os projetos de geração são adiados. Isso reduz a demanda por novos geradores eólicos e derruba os preços dos equipamentos.

Nesse cenário, destaca Simões, o Brasil se tornou uma nova fronteira eólica no mundo, já que por aqui a demanda de energia elétrica continua em alta. A matriz, que até o ano passado era de 600 MW, deve pular para 4.454 MW de capacidade nos próximos três anos. “Além das multinacionais que já instalaram fábricas no País (Impsa, Alston e GE), outras empresas estão interessadas em construir novas unidades por aqui”, afirma o presidente da Abeeólica. Entre elas, estão a espanhola Gamesa, a dinamarquesa Vestas, a indiana Suzlon e investidores coreanos e chineses.

A argentina Impsa não só inaugurou uma unidade em Pernambuco, como tem apostado em novas usinas. Em parceria com o Fundo de Investimento com recursos do FGTS (FI-FGTS), vendeu 211 MW no leilão de dezembro do ano passado e 270 MW, no desta semana. O diretor-geral da empresa, Luis Pescarmona, explica que, além da crise europeia, as condições de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) melhoraram a competitividade dos projetos. O prazo dos empréstimos subiu de 14 anos para 16 anos.

Outro grupo que teve presença importante no leilão desta semana foi a joint venture entre Neoenergia e a espanhola Iberdrola. No total, eles venderam 258 MW, o que deve contribuir para a Neoenergia atingir 3 mil MW de potência instalada no País (já considerando a parcela de Belo Monte), afirma o presidente da empresa, Marcelo Corrêa. Em dois anos, diz ele, essa capacidade deverá subir para 5 mil MW.

Ricardo Simões, da Abeeólica, acredita que o Brasil tem grandes oportunidades para aumentar a participação dessa fonte renovável na matriz elétrica. “O potencial do País em energia eólica é de 300 mil MW”, diz ele, que também vendeu 90 MW de energia no leilão da empresa Brennand Energia. O executivo comenta que no Brasil o fator de capacidade de geração está na casa de 40%, ante 22% da Europa. Ou seja, aqui as unidades geram mais energia por MW instalado.
(O Estado de São Paulo)

http://inforlegis.blogspot.com/2010/08/energia-eolica-ja-e-uma-das-mais.html

Greenpeace comemora resultado de leilões de energia

31/08/2010

ONG destaca boa fase dos parques eólicos e ênfase na geração limpa

Da redação 

A organização não-governamental (ONG) Greepeace está satisfeita com os resultados dos leilões de reserva e de fontes alternativas de energia, promovidos nesta quarta e quinta-feira (25 e 26/08). Os certames resultaram na contratação de parques eólicos, usinas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

“Consolidou-se a boa fase para os parques eólicos”, comentou a associação ambientalista, que também destacou que “as térmicas fósseis, presentes nos leilões anteriores, felizmente ficaram de fora”. Ao final das licitações, foram contratados 1.159,4MWmédios de energia.

“O estado brasileiro vem dando um bom sinal para a indústria de renováveis. Os leilões deste ano reforçam a tendência de desenvolvimento e há compromisso de que venham a ser mais freqüentes”, comemora Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia da ONG. O Greenpeace, no entanto, ainda faz ressalvas. “No casa da biomassa, ainda devem ser feitos ajustes de custo e transmissão para concretizar o seu potencial”, complementa Baitelo.

http://www.jornaldaenergia.com.br/ler_noticia.php?id_noticia=4372&id_secao=16&titulo_info=Greenpeace%20comemora%20resultado%20de%20leil%26otilde%3Bes%20de%20energia

Leilão de fontes alternativas: eólicas respondem por 90% do total contratado

31/08/2010

Parque eólico mais barato vende energia a R$130,43/MWh, contra recorde anterior de R$131/MWh

Por Luciano Costa, de São Paulo

Crédito: GettyImages

O leilão de fontes alternativas bateu novos recordes para a energia eólica no País. O certame contratou 714,3MW médios de energia, tendo as usinas de geração a partir do vento respondido por 90% desse montante. Entre os 56 vencedores, 50 eram parques eólicos, contra cinco pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e apenas uma térmica a biomassa. O preço da fonte também teve uma clara baixa: a usina mais cara entre as da fonte vendeu sua produção por R$137,99MWh. No primeiro leilão eólico realizado no País, em dezembro passado, o preço médio das usinas ficou em R$148MWh – uma diferença de 6,8%.

Os projetos que conseguiram oferecer o maior deságio foram as eólicas Pedra Preta e Costa Branca, ambas na região Nordeste, que conseguiram fechar o certame com lances de R$130,43 – 21,8% abaixo do teto, que era de R$167. Agora as usinas aparecem como os parque eólicos mais baratos do País, ultrapassando a usina de Coxilha Negra, da Eletrosul, que havia dado uma oferta de R$131/MWh no certame de dezembro do ano passado.

Entre os empreendimentos, destaca-se a Iberdrola, que negociou nove parques, somando 109,5MWmédios, e a Asa Branca, que vendeu a energia de oito módulos que totalizam 108,3MWmédios.