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EDSON DUARTE DEBATE QUESTÃO NUCLEAR NA BAHIA COM DEPUTADA VERDE ALEMÃ

10/09/2010

O deputado federal Edson Duarte (PV-BA), líder da bancada do Partido Verde na Câmara, encontrou-se no último final de semana (27 e 28 de agosto) em Salvador com a deputada Ute Koczy, porta-voz do PV alemão para políticas de desenvolvimento, quando trataram de questões relacionadas ao ciclo da energia nuclear no Brasil e na Bahia. O fornecimento e controle da qualidade da água, o monitoramento da saúde da população local e a qualidade dos seus produtos agrícolas da população da zona rural de Caetité foram alguns dos assuntos debatidos com a parlamentar verde alemã, que visitou a zona de mineração de urânio nos municípios de Caetité e Lagoa Real, no sertão da Bahia. “Dos onze poços de abastecimento que foram abertos pela empresa estatal federal Indústrias Nucleares Brasileiras (INB), dona da mina de urânio no local, nove tiveram que ser lacrados devido aos altos índices de urânio encontrados na água”, disse a parlamentar. A crônica falta d’água, a ausência de monitoramento dos sérios riscos que a mineração de urânio oferece à saúde já foram denunciados por organizações como o Greenpeace, o Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) e a Associação Movimento Paulo Jackson, além de diferentes órgãos públicos, tendo resultado em ações judiciais. Segundo Edson Duarte, a visita de Ute Koczy à Bahia aconteceu num momento mais do que oportuno, uma vez que está em discussão a implantação de duas usinas nucleares no estado, na região do Rio São Francisco. “Somos totalmente contra este projeto, pois a energia nuclear é perigosa e geradora de resíduos radioativos que duram milhares de anos. Ao invés disso, deveríamos estar investindo em fontes de geração energética limpas, aproveitando nosso grande potencial eólico e solar”, afirmou Duarte – que é candidato a senador da Bahia pelo PV. Contrária à utilização da energia nuclear como matriz energética, posição adotada pelo Partido Verde em escala mundial, Ute Koczy, 49 anos, alertou sobre os perigos da exploração de urânio. “Não é um mineral como os outros. Tem radiação perigosa e sua mineração apresenta mais riscos que soluções. Melhor deixá-lo no solo”, advertiu. “As condições das pessoas afetadas são dramáticas. A situação em Caetité demonstra claramente que os problemas provocados pela energia nuclear não se referem apenas a questões como o armazenamento final dos rejeitos radioativos ou a segurança dos reatores. Eles estão presentes desde o início do ciclo, com a extração do urânio”, avaliou Ute Koczy. Ela chegou a Salvador na sexta-feira, dia 27, quando participou – juntamente com Edson Duarte – de uma reunião com ambientalistas na Escola Superior de Advocacia da OAB-Ba, no Campo da Pólvora. No sábado pela manhã, eles participaram de um encontro com ambientalistas e jornalistas no Hotel Portobello, no bairro de Ondina. CAMINHO ERRADO – “Alguns governos e corporações transnacionais acreditam no chamado renascimento nuclear. Nós do Partido Verde acreditamos que este é o caminho errado a ser trilhado. Energia atômica envolve riscos muito altos, pois nenhum país encontrou até hoje uma solução definitiva para seu lixo, que continua a emitir radioatividade por milhares de anos. Energia nuclear é também uma energia cara, que requer altos investimentos e enormes quantidades de água, além de precisar ser transportada por longas distâncias,” explicou Ute Koczy. Na opinião da deputada, diante deste cenário, fica a dúvida se realmente a cooperação alemã no projeto deveria ter continuidade. “Para a Alemanha é uma contradição interromper a produção de energia atômica em seu próprio território, por um lado, e, por outro, cooperar com a construção de uma usina nuclear em Angra dos Reis.” Segundo ela, a produção mundial de energia deve cada vez mais se distanciar da exploração do petróleo e do poder atômico e focar nas fontes renováveis. “O futuro pertence às energias renováveis. São seguras, relativamente mais baratas e não agridem o meio ambiente. Ampliar o uso de energias renováveis é uma grande oportunidade econômica, mesmo em áreas mais remotas.” A visita da deputada Ute Koczy foi organizada pelo escritório da Fundação Heinrich Böll no Brasil, uma organização política sem fins lucrativos, que é parte da corrente política verde representada na Alemanha pela coalizão partidária Aliança 90/Os Verdes.

Agentes da CPT reúnem-se com Deputada do PV Alemão e com Fundação Heinrich Böll em Caetité

10/09/2010

 

Escrito por CPT Sul Sudoeste

31 de Ago de 2010

Terminou ontem dia 30 de agosto a visita da deputada do PV da Alemanha Ute Koczy ao Brasil. Organizada pela Fundação Heinrich Böll, a visita teve como objetivo conhecer os impactos causados em todo o circuito da atividade de produção de energia nuclear no Brasil. Passando pelo município de Caetité, no interior da Bahia onde se localiza a mina URA Caetité, da INB nos dias 25 e 26 de agosto, embora, impedida pela INB de visitar a mina, a deputada percorreu o entorno da área de

exploração de urânio e visitou comunidades impactadas, conversou com as famílias e ainda se reuniu com representantes de entidades e movimentos ambientalistas e de defesa dos direitos humanos para discutir os problemas e os perigos da mineração e as consequências políticas das aspirações do Brasil com o Programa Nuclear Brasileiro.

Agentes da Comissão Pastoral da Terra – CPT Sul/Sudoeste e membros da Comissão Paroquial de Meio Ambiente puderam conversar com a Deputada numa reunião realizada na manhã do dia 26 de agosto onde transmitiram informações sobre o trabalho de acompanhamento e orientação feito por estas instituições no município e especificamente nas localidades atingidas diretamente pela mina, denunciando o descaso como os moradores são tratados tanto pela INB quanto pelos Poderes Públicos, num “jogo de empurra” que já dura mais de dez anos. Além dos constantes acidentes que ocorrem com a exploração de urânio sem uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos responsáveis, existe o problema da falta de informação à população por parte da Empresa e da total ausência de diálogo com a sociedade. Foi enfatizado os constantes flagrantes de desrespeito aos direitos humanos das famílias que vivem no entorno da mina no que se refere a questão da terra, da água, moradias e saúde.
A CPT chamou a atenção para a necessidade de um trabalho de advocacy junto a à população da Alemanha sobre as contradições no que se refere a uma garantia financeira (Hermesbuergschaft) do governo Alemão ao programa nuclear brasileiro, pois á medida que financiam a atividade, financiam indiretamente o desrespeito aos direitos humanos de comunidades tradicionais que estão da rota do circuito de produção da energia nuclear.
A Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité enfatizou a dificuldade de acompanhamento mais direto, por exemplo, com assessoria jurídica às vítimas da INB na defesa dos seus direitos.
A partir da reunião foi firmado o acordo de maior diálogo e cooperação entre a Fundação Heinrich Böll no Brasil com as entidades que atuam na região de Caetité no sentido de fortalecer campanhas contra a exploração do Urânio e o programa de energia nuclear brasileiro. A Deputada Ute Koczy se comprometeu a dedicar todo o esforço para dar visibilidade na Alemanha, sobre os impactos causados pela atividade nuclear no Brasil, inclusive com a exploração da matéria prima e o comprometimento sócio ambiental causado pela mineração de urânio. Comprometeu ainda a cobrar oficialmente do Ministério de Minas e Energias explicações quanto a não permissão da sua visita à mina da INB, bem como questionar sobre a falta de transparência e controle social da população sobre o programa nuclear brasileiro.
Na avaliação da CPT Sul/Sudoeste o encontro com a deputada e com a fundação Heinrich Böll foi importante para ampliar a discussão sobre a atividade nuclear no Brasil e dar maior visibilidade ás comunidades impactadas também em nível mundial. 

Heinrich Böll, a visita teve como objetivo conhecer os impactos causados em todo o circuito da atividade de produção de energia nuclear no Brasil. Passando pelo município de Caetité, no interior da Bahia onde se localiza a mina URA Caetité, da INB nos dias 25 e 26 de agosto, embora, impedida pela INB de visitar a mina, a deputada percorreu o entorno da área de

exploração de urânio e visitou comunidades impactadas, conversou com as famílias e ainda se reuniu com representantes de entidades e movimentos ambientalistas e de defesa dos direitos humanos para discutir os problemas e os perigos da mineração e as consequências políticas das aspirações do Brasil com o Programa Nuclear Brasileiro.

Agentes da Comissão Pastoral da Terra – CPT Sul/Sudoeste e membros da Comissão Paroquial de Meio Ambiente puderam conversar com a Deputada numa reunião realizada na manhã do dia 26 de agosto onde transmitiram informações sobre o trabalho de acompanhamento e orientação feito por estas instituições no município e especificamente nas localidades atingidas diretamente pela mina, denunciando o descaso como os moradores são tratados tanto pela INB quanto pelos Poderes Públicos, num “jogo de empurra” que já dura mais de dez anos. Além dos constantes acidentes que ocorrem com a exploração de urânio sem uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos responsáveis, existe o problema da falta de informação à população por parte da Empresa e da total ausência de diálogo com a sociedade. Foi enfatizado os constantes flagrantes de desrespeito aos direitos humanos das famílias que vivem no entorno da mina no que se refere a questão da terra, da água, moradias e saúde.
A CPT chamou a atenção para a necessidade de um trabalho de advocacy junto a à população da Alemanha sobre as contradições no que se refere a uma garantia financeira (Hermesbuergschaft) do governo Alemão ao programa nuclear brasileiro, pois á medida que financiam a atividade, financiam indiretamente o desrespeito aos direitos humanos de comunidades tradicionais que estão da rota do circuito de produção da energia nuclear.
A Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité enfatizou a dificuldade de acompanhamento mais direto, por exemplo, com assessoria jurídica às vítimas da INB na defesa dos seus direitos.
A partir da reunião foi firmado o acordo de maior diálogo e cooperação entre a Fundação Heinrich Böll no Brasil com as entidades que atuam na região de Caetité no sentido de fortalecer campanhas contra a exploração do Urânio e o programa de energia nuclear brasileiro. A Deputada Ute Koczy se comprometeu a dedicar todo o esforço para dar visibilidade na Alemanha, sobre os impactos causados pela atividade nuclear no Brasil, inclusive com a exploração da matéria prima e o comprometimento sócio ambiental causado pela mineração de urânio. Comprometeu ainda a cobrar oficialmente do Ministério de Minas e Energias explicações quanto a não permissão da sua visita à mina da INB, bem como questionar sobre a falta de transparência e controle social da população sobre o programa nuclear brasileiro.
Na avaliação da CPT Sul/Sudoeste o encontro com a deputada e com a fundação Heinrich Böll foi importante para ampliar a discussão sobre a atividade nuclear no Brasil e dar maior visibilidade ás comunidades impactadas também em nível mundial.

Deputada do PV alemão visita Angra 3

07/09/2010

VISITA INTERNACIONAL

Última atualização em 24/08/2010, às 20h48 

Angra dos Reis

A deputada alemã do Partido Verde Ute Koczy, de 49 anos, esteve hoje em visita oficial às usinas Angra 1, 2 e à construção de Angra 3. Segundo Ute, questões cruciais sobre a segurança do projeto da nova usina ainda não foram respondidas, além de permanecer em aberto a definição sobre o local de armazenamento dos resíduos tóxicos. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e os órgãos ambientais governo brasileiro, contudo, não compartilham da visão da deputada, tanto que já deram as autorizações necessárias à construção da usina. Ute alega ainda que representantes internacionais tem encontrado dificuldade para analisar documentos da planta de construção e funcionamento das usinas de Angra dos Reis. – Vim ao Brasil para conhecer tudo relacionado à energia nuclear. Minha intenção era de visitar as usinas e saber certamente como elas funcionam, já que tinhamos muita dificuldade de receber os documentos explicando o funcionamento das usinas. Nao pode haver nenhum segredo nessas informaçoes e precisamos ter acesso livre a isso. Como há a cooperaçao do nosso país na construçao de Angra 3, queria ver de perto como a construçao está andando – disse a deputada. { Logo pela manhã, a parlamentar assistiu a uma palestra sobre o programa nuclear brasileiro e o funcionamento das usinas da Costa Verde, no Centro de Informações de Itaorna. Durante a palestra, a Eletronuclear argumentou para a deputada que a dificuldade de conseguir documentos das usinas se deve ao procedimento de segurança adotado na entrega. A empresa explicou que para a entrega dos documentos é necessário um cadastro oficial por questão de segurança das plantas de construção de ambas as usinas. Apos assistir a palestra, Ute também ressaltou estar preocupada com os altíssimos custos que envolvem o programa nuclear do Brasil, em especial a construção de Angra 3. – Energia atômica envolve riscos muito altos, nenhum país encontrou até hoje uma solução definitiva para seu lixo, que continua a emitir radioatividade por milhares de anos. Entao precisamos sempre estar analisando o programa de energia utilizado em cada usina para observar suas condiçoes – afirmou Ute. Hoje, a deputada visitará a cidade de Caetité, na Bahia, local onde há uma mina de urânio. – O urânio não é um mineral como os outros. Tem radiação perigosa. A mineração de urânio apresenta mais riscos do que soluciona. Melhor deixá-lo no solo – explicou Ute. A INB, empresa estatal que explora o urânio, já apresentou documentos mostrando que não existe nenhuma contaminação radiativa no local. A deputada volta para a Alemanha somente no próximo domingo, dia 29.

Fonte: Diário do Vale

http://www.diariodovale.com.br/noticias/1,27011.html