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How we can do without the nuclear renaissance


 nuclear explosion at Fukushima
Japan, the only country to have experienced not one but two atomic weapon blasts which devastated two major cities, has now suffered what is probably going to become the third worst civil nuclear disaster in the world.
Many voices are lining up to say that this is the nail in the coffin for nuclear power. There have been anti-nuclear demonstrations in Germany and Greenpeace is calling for the phasing out of all existing power stations. They say nuclear power is simply too dangerous.
Those on the pro-nuclear side have in the last few days been consistently underestimating the way that events have actually unfolded. My inbox has been filled with nuclear pundits offering their prognoses which have been proved invariably wrong.
Nevertheless even some environmentalists such as Mark Lynas are arguing that we still need nuclear power and that it’s worth the risk because the alternative – runaway climate change – is unavoidable without it.

Nuclear or renewable future?

Japan imports 90% of its oil and has used nuclear power to help fuel its economic success with a measure of energy independence. Up to now, the Japanese public have largely trusted the authorities.
The terrible consequences of the tsunami, the attendant economic collapse, the lack of services, electricity and food, and the terrifying prospect of an invisible enemy in the air or in the food around them has shattered this trust.
Hideki Ban, a Japanese antinuclear movement activist and leader of the Citizen’s Nuclear Information Center (CNIC), commenting on the disaster, said at the weekend in an interview with an Italian newspaper "By an accident of this magnitude it is very likely (and is also our hope) that the close dependence of Japan on atomic energy will come to an end."
Yet would Japan be able to power all of its needs with renewable energy? And if it can, how long will it take to build the generation capacity? It would not do so with solar photovoltaic and wind power alone. However, it is an island and there is no shortage of marine energy or geothermal energy, whose effect could be magnified by the use of combined heat and power and heat pumps, or of food and crop waste for anaerobic digestion.
All new buildings to replace those lost could be constructed to become zero energy using the Passivhaus standard. If Japan can achieve energy security using renewables, then certainly so can the rest of the world.
And if it can’t, then presumably the rest of the world cannot successfully tackle climate change either.
Mark Lynas argues that if we abandon nuclear power then in the immediate term coal will take up the slack. Without any proven (at scale) carbon capture and storage, this could well accelerate global warming.

The renewable vision

But it doesn’t have to be like this. Large-scale deployment of anaerobic digestion, solar thermal power plants, marine energy and wind power linked by high-voltage supergrids can power economic revival.
 Locations of 6 solar farms that could power the entire world
The map right shows where it has been calculated that six large solar thermal plants situated in the hottest spots on the planet could power the whole world with such supergrids.
Desetec map of Europe and North Africa
The European Desertec project is one such example of a project that could revolutionise North Africa and Europe and the Middle East.
The far east could have just such a super grid.
Is it feasible? Is it affordable?
What really brought nuclear power to a halt after the Three Mile Island disaster in America was the refusal of insurance companies to foot the bill for new construction given the potential damage to them were there to be another accident.
The same reaction is extremely likely again, in many countries of the world.
All renewable energy technologies carry far less inherent risk but more up front costs. If they are more expensive in capital terms, they are less expensive in terms of their running costs, security requirements and insurance requirements.
What the fulfillment of this dream requires is the political will and about the same amount of capital as it will take to build nuclear power stations and maintain their security and insure them against disaster in the future.

The health risk

Nuclear power is inherently dangerous. The whole supply chain including mining in countries like Niger promotes environmental desolation and conflict.
Mark Lynas argues that there have only been 50 deaths as a result of the Chernobyl disaster and this is an acceptable price.
But that is not the whole picture. There has been a great increase in thyroid cancers as a result of the ingestion of caesium-137, which can remain in the environment and food chain for 30 years.
From Life magazine:a victim of the Chernobyl nuclear accident
Several of my friends around where I live have for many years received visitors from the Chernobyl area – children badly affected by radiation with terrible deformities. They come for holidays. It is awful to see them.
According to the World Health Organisation, an expert group from the US National Academy of Sciences has concluded that "there may be up to 4,000 additional cancer deaths among the three highest exposed groups over their lifetime". These groups contain 630,000 people.
Those who argue that all of this is an acceptable price to pay to tackle climate change have not seen the suffering themselves close to hand. If it was happening to them or their family, friends and neighbours they would not be so gung ho about it


Especialistas americanos temem um novo Chernobyl no Japão


13 de março de 2011 11h27 atualizado às 12h09

Utilizar água do mar para esfriar um reator nuclear como estão fazendo os japoneses em sua usina de Fukushima, atingida pelo terremoto de sexta-feira passada, é “ato de desespero” que evoca a catástrofe de Chernobyl, estimaram especialistas americanos em energia atômica.

Vários técnicos, falando à imprensa em audioconferência, preveem, também, que o acidente nuclear possa afetar a reativação deste setor energético em vários países. “A situação tornou-se tão crítica que não tem mais, ao que parece, a capacidade de fazer ingressar água doce para resfriar o reator e estabilizá-lo, e agora, como recurso último e extremo, recorrem à agua do mar”, disse Robert Alvarez, especialista em desarmamento nuclear do Instituto de Estudos Políticos de Washington.

O que acontece atualmente na central é uma perda total de alimentação dos sistemas de resfriamento, exterior e interior (asegurada neste caso por geradores a diesel). Esta falha total “é considerada extremamente improvável, mas é um tema de grande preocupação há décadas”, explicou Ken Bergeron, físico que trabalha com simulações de acidentes em reatores. “Estamos num terreno desconhecido”, precisou.

Os reatores de Fukushima foram paralisados, mas seu centro pode fundir-se se não for resfriado e começaria a fluir para o fundo do cilindro, o recinto de confinamento. “A estrutura de confinamento nesta central é certamente mais sólida que a de Chernobyl, mas muito menos que a de Three Mile Island, e só o futuro dirá” o que pode acontecer, disse Bergeron.

“No momento, estamos diante de situação semelhante à de Chernobyl, onde foi tentado derramar areia e cimento” para cobrir o reator em fusão, explicou Peter Bradford, ex-diretor da Comissão de Vigilância Nuclear americana. “Se isto continuar, se não for controlado, vamos passar para uma fusão parcial do centro (do reator) a uma fusão completa. Será um desastre total”, disse por sua vez Joseph Cirincione, chefe da Ploughshares Fund, em entrevista ao canal CNN.

Cirincione reprovou às autoridades japonesas o fato de oferecerem informações parciais e contraditórias sobre a situação na central de Fukushima. A presença de césio na atmosfera depois de a central ter lançado o vapor excedente indica que uma fusão parcial está em curso, segundo o especialista.

Para Bradford, esta situação representa “um grave revés para o pretendido relançamento” do setor nuclear em vários países. “A imagem de uma central nuclear explodindo diante de seus olhos na televisão é um prelúdio”, destacou. Mas, para o porta-voz da Associação nuclear mundial, Ian Hore-Lacy, os riscos de fusão ou de explosão do reator “diminuem à medida que o tempo passa e que o combustível nuclear esfria”.,,OI4990123-EI17716,00-Especialistas+americanos+temem+um+novo+Chernobyl+no+Japao.html

Debate sobre energia nuclear pode mudar de rumo



A possibilidade de um acidente no Japão pós-tsunami pode enfraquecer politicamente a opção pela garação de energia a partir de fissão nuclear

11 de março de 2011 | 21h 09

Karina Ninni –

Com o anúncio de crescente risco de um acidente nuclear no Japão por conta do tsunami que atingiu o país e que desestabilizou a usina nuclear de Fukushima, onde se confirmou um vazamento de material radioativo, as discussões sobre a geração de energia via fissão nuclear podem tomar um novo rumo.

Quem afirma é o professor José Eli da Veiga, titular do departamento de economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) que lança, no próximo dia 16, um livro sobre o tema. Em Energia Nuclear: do anátema ao diálogo (São Paulo, Editora Senac, 2011), Veiga reuniu quatro experts sobre o assunto no Brasil  – o físico José Goldemberg, o engenheiro naval Leonam dos Santos Guimarães, o engenheiro químico João Roberto Loureiro Mattos e o engenheiro civil Oswaldo dos Santos Lucon – para oferecer visões distintas sobre o tema, que causa tanta controvérsia entre os próprios cientistas.

Em entrevista exclusiva, José Eli da Veiga falou ao

Pelo que se percebe, o tema energia nuclear ainda causa muita polêmica. No primeiro capítulo do livro, assinado por você, afirma-se que à análise fria dos fatos se contrapõe uma ‘retórica afetiva’. Por que o assunto ainda hoje é tratado de forma mais passional do que racional?

No Brasil, não há discussão fora do meio acadêmico, o que é chocante. Mas percebo que as pessoas, ao se colocarem contra ou a favor das usinas nucleares, não se posicionam por conhecimento de causa, e sim por uma ou outra experiência pessoal. Por exemplo: eu trouxe dos EUA um adesivo que fazia objeção a armas nucleares. Colei na minha sala. Um aluno veio me ver e afirmou que tinha achado um erro o Brasil estipular na Constituição que não desenvolveria armas nucleares (segundo a Constituição de 1988, as atividades nucleares ficaram restritas a “usos pacíficos”). Então as pessoas se posicionam com base em seus credos e não com base no conhecimento de causa.

Há algum consenso entre a comunidade científica quando o assunto são usinas nucleares?

Por incrível que pareça, não. Esse é o tema do livro: a controvérsia. Por exemplo: diante da ideia disseminada de que um país que adquire tecnologia para gerar energia nulear estaria a um passo de produzir armamentos nucleares, poderia parecer óbvio que, quanto menos países tivessem acesso a essa tecnologia, mais a salvo estaria o mundo. Mas nem isso é consenso. Grandes nomes da ciência política, como Keneth Waltz, da Universidade de Berkley, defendem que o ideal é que cada vez mais mais países tenham acesso à tecnologia nuclear.

Um acidente como o de Chernobyl provoca nas pessoas certa ojeriza à opção de geração de energia por meio de fissão nuclear. Mas, no livro, você cita fontes que afirmam que os efeitos de Chernobyl não foram tão catastróficos assim. Você acredita que a sociedade atenta para o nível de periculosidade de uma usina do gênero ou o prórpio risco de acidentes já delineia o posicionamento das pessoas acerca do tema?

Eu cito no livro um ecólogo e ambientalista, o Stewart Brand, que afirmou que as consequências de Chernobyl foram infinitamente menores do que se imagina. Ele fez essas observações com base em um estudo da ONU, que afirmava que os impactos não seriam o que se imaginava. Eu também tinha a opinião de que Chernobyl foi a gota d’água, a prova de que realmente a geração de energia nuclear era um risco imenso, que não valia a pena se correr. Agora, estou em dúvida. Os que defendem a geração de energia nuclear afirmam que Chernobyl era uma usina antiga, com uma tecnologia completamente ultrapassada.

Você acha que as discussões sobre emissões e aquecimento global alteraram as bases do debate sobre as matrizes energéticas no mundo?

Com certeza. O número de pessoas que a vida toda foram contra a geração de energia nuclear e agora estão mudando de opinião é cada vez maior. Elas estão se perguntando: faz sentido, hoje, com tudo o que se sabe sobre o carvão e suas emissões, gerar energia a partir dele? Agora, eu não sou um expert no assunto ‘energia nuclear’. O que me propus a fazer foi apresentar os argumentos, por meio de artigos de especialistas, por que me dei conta da evolução que o debate estava tendo mundo afora.

O premiê japonês acaba de mandar evacuar uma área ao redor da usina nuclear de Fukushima, onde se confirmou um vazamento de material radioativo do reator 1. Segundo as agências noticiosas, os níveis de radiação em torno do complexo aumentaram oito vezes nas últimas horas em um ponto de checagem do lado de fora do usina e estão mil vezes maiores do que o normal na sala de controle do reator. Isso pode alterar a reavaliação que está sendo feita sobre geração de energia nuclear?

Certamente. Se acontecer um acidente com a usina japonesa, a ideia de gerar energia através de tecnologia nuclear perde muita força politicamente, agora que o debate está muito avançado internacionalmente nos meios acadêmicos, até por conta do aquecimento global e suas causas. Atualmente, existem aqueles que defendem que há um renascimento dos investimentos em energia nuclear, com é o caso do Leonam, que assina um capítulo do livro, e os que afirmam o contrário, como o Goldemberg. Agora, no caso do Japão, o mero aumento dos níveis de radiação não quer dizer nada à primeira vista. Precisamos esperar pelos fatos.

E hidrelétricas? Você acredita que, sendo a Amazônia nossa mais nova fronteira energética, celeumas como a que vem se travando em torno de projetos como o de Belo Monte influenciam o debate?

É claro. Um dos grandes argumentos contra a geração de energia por meio de usinas nucleares é o aproveitamento do potencial hidrelétrico da Amazônia. Agora, se você me perguntar, como cidadão brasileiro, se eu sou a favor do aproveitamento de todas as quedas d’água da Amazônia, eu vou dizer que não. Acho que há rios em que não se deve mexer. Mas é claro que sabemos que a energia hidráulica é muito mais barata que a nuclear. A construção de usinas de última geração está ficando cada vez mais cara, até por conta dos requisitos de segurança que hoje se tem.

Você cita no livro que a geração de energia eólica e solar é intermitente e, portanto, só pode ser complementar. Isso é consenso entre e comunidade científica?

Sim. Agora, não significa que precisa ser sempre assim. Quanto mais se investir em pesquisa para geração de energia solar e eólica mais chances essas fontes têm de ser competitivas. Um exemplo é a captação de energia solar no espaço. Os satélites já funcionam à base de energia solar. A tecnologia para gerar energia solar no espaço nós já temos. Mas não temos como transmiti-la para a Terra.

O livro Energia Nuclear: do anátema ao diálogo será lançado dia 16 de março, às 15h, na Auditório da FEA/USP, com uma mesa redonda que contará com o organzador do livro, José Eli da veiga, o físico José Goldemberg e o engenheiro Leonam dos Santos Guimarães.,debate-sobre-energia-nuclear-pode-mudar-de-rumo,690789,0.htm