“Não há espaço para que o nuclear entre no país”

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António Sá da Costa
27 Outubro 2010 | 16:19
Miguel  Prado  – miguelprado@negocios.pt
 

 

O presidente da Apren acredita que é impossível Portugal vir a acolher energia nuclear até 2020… tal como Cristiano Ronaldo vir a jogar no Futebol Clube da Picheleira no próximo ano.
O presidente da Apren, a associação portuguesa de energias renováveis, é categórico: “Não há espaço para que o nuclear entre no país”, afirma António Sá da Costa, assinalando que os planos governamentais traçados até 2020 contemplam apenas renováveis e centrais térmicas a gás natural.

António Sá da Costa recorreu a uma curiosa analogia futebolística para reafirmar a sua convicção. “Podemos discutir o que quisermos sobre o nuclear, mas até 2020 não há espaço nenhum. Da mesma maneira que podemos dizer que Cristiano Ronaldo vai jogar no próximo ano no Futebol Clube da Picheleira. Não vai jogar”, apontou o presidente da Apren.

Falando na conferência que a Apren está a realizar em Lisboa sobre “Electricidade renovável”, em parceria com o Negócios, António Sá da Costa voltou a criticar a falta de ambição do Governo nas suas metas para a potência solar a alcançar em 2020. A estratégia do Governo estima uma capacidade solar de 1.500 megawatts (MW), mas o sector privado acredita num potencial para 2.500 MW.

“A Alemanha prevê para 2020 que 7,6% da sua electricidade tenha origem solar e a Alemanha tem muito menos insolação que Portugal [que propõe pouco mais de 2% de contributo da energia solar para a geração eléctrica em 2020]”, referiu António Sá da Costa.

Na mesma conferência, o director geral de Energia e Geologia, José Perdigoto, já havia afirmado que “Portugal terá de fazer um esforço grande para cumprir as metas”, mas que “muito do trabalho já está feito”, dado que boa parte da potência prevista para 2020 já foi licenciada ou está em fase de concurso.

Por outro lado, José Perdigoto, afirmou que “o sistema energético tem de contribuir para a economia, mas também tem de ser sustentável por si só”.

Eduardo Oliveira Fernandes, outro dos oradores da conferência da Apren, aproveitou a sua intervenção para sublinhar a importância da aposta do país nas renováveis, referindo que “seria um erro de lesa pátria se alguém pusesse areia nesta engrenagem”.

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