Usinas atômicas na falha geológica

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As Usinas atômicas brasileiras não poderiam estar situadas em pior local. Elas foram construídas  na praia de Itaorna em Angra dos Reis.  Ninguém teve a preocupação de perguntar por quê  Itaorna quer dizer “pedra-podre”. O cacique João Vera Miri, já beirando os cem anos, sem dúvida teria muita história  para contar. Simplesmente a usina foi construída sobre uma “falha geológica”, à qual o topônimo guarani já alertava. [vide documentário –“Pedra podre”]. Em “Cronologia da  energia nuclear do Brasil”, o site do “green peace”  , pontuou sobre o ano de 1988 : “abalo sísmico na região de Angra dos Reis”.  O equipamento que chegou  [tubos para a refrigeração], era para  água-doce e teve que ser trocado, por isso FURNAS processou a Westinghouse. Em um único ano a Usina de Angra I chegou a parar 11  vezes , recebendo o apelido de “ usina vaga-lume”. Cabe lembrar que o acidente nuclear  na usina de Tchernobyl, ocorreu durante uma rotina de liga-desliga, aonde a reação em cadeia ficou fora de controle.[vide o livro –“O fim do sonho nuclear”]. Também foi preciso em Angra, a construção em caráter de emergência de um “pier” como quebra-mar , pois ondas de cinco metros ameaçavam o prédio da usina..  Não bastasse tudo isto, o prédio do turbo-gerador afundou e foi preciso construir uma base subterrânea de concreto de 250 ms. de comprimento por 17 ms de profundidade na tal falha geológica [pedra-podre]. Também um laboratório de pesquisa ficou soterrado por causa de um desmoronamento e o césio 137, permaneceu sob os escombros. O lixo atômico, armazenado em interlagos [São Paulo], também já deu evidências de vazamento. Um funcionário contaminado ao manipular um tubo de ensaio que caiu, ao sair da usina ignorou o alarme que funcionou prontamente. Ele “achou” que o alarme  deveria estar com defeito. O funcionário pegou um ônibus e foi para a cidade. A equipe de avaliação do nível de vazamento preferiu “não apavorar a população” e “deduziu” que os níveis de radiação estariam baixíssimos. Vários funcionários estão processando a empresa concessionária das usinas por casos de contaminação e outros. Para terminar, o projeto é alemão, mas o protocolo de evacuação não é o mesmo que o da Alemanha.  Lá todos os residentes num raio de 15 quilômetros  devem ser evacuados em até 24hs. O  protocolo da usina brasileira estipula que em 24hs deverão ser evacuados os moradores dentro de um raio de 5 quilômetros [de novo, vide o documentário Pedra podre] . As usinas estão bem próximas do eixo Minas-São Paulo-Rio de Janeiro. Historicamente existe o fato de que Itaorna está dentro do Distrito de Cunhambebe antigo local da aldeia do cacique tamoyo [Cunhambebe], que, ao ter sido traído pela “falsa-paz de Iperoig” teria [é uma tradição oral de todo aquele litoral], proferido uma maldição sobre a região inteira. A sorte [ou azar ], está lançada. Tupi.

Publicado em: março 19, 2008

Links importantes : http://pt.shvoong.com/authors/marco-cruz/.

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