Angra se prepara para simulação nas usinas

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Publicado em 20/09/2010, às 17h25

Angra dos Reis

Chegaram hoje ao municipio de Angra dos Reis, parte dos integrantes do exercício de simulação de emergência, que o Sistema de Proteção do Programa Nuclear Brasileiro vai realizar nessa quinta-feira, dia 23, para testar a segurança do sistema de comunicação em casos de pane nas usinas Angra 1 e 2. A fragata Bosísio e o Navio Patrulha Babitonga, da Marinha do Brasil, que participarão do evento, já estão ancorados no Porto de Angra. Ambas as embarcações foram abertas a visitação na manhã de ontem.

O Exercício Parcial de Resposta à Emergencia Nuclear (EXPAR/2010) terá um cenário composto de várias anormalidades, criadas de maneira que caracterizem estágios de emergência, culminando com um acidente de perda total de energia, tanto interna, quanto externa.

– Vamos ter todo o aparato para fazer a atividade completa, como se realmente tivesse acontecido um acidente nuclear – afirmou o coordenador do Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Municipio de Angra dos Reis (Copren/AR), tenente coronel, Otto Luiz da Costa.

A manobra militar será realizada pelo efetivo das Forças Armadas, da Defesa Civil e funcionários da Eletronuclear. Segundos os dados apresentados na divulgação do exercício, o sistema de segurança das usinas nucleares brasileiras prevê a mobilização imediata de centenas de profissionais – nos três níveis de governo – em menos de uma hora, caso haja algum tipo de acidente radioativo.

Para isso, além de telefonia fixa e celular, existem telefones por satélite e radiocomunicação militar, que garante a continuidade da comunicação mesmo em casos extremos, como apagões de energia ou quedas de torres de telefonia. Em caso de vazamento de radiação para a atmosfera, o governo tem capacidade para retirar, em menos de quatro horas, todos os cerca de 10 mil moradores próximos às usinas, em um raio de até 5 quilômetros.

– Desde a construção das Usinas, todas as equipes têm o Plano de Emergência pronto, finalizado em todas as hipóteses consideradas em um caso de acidente nuclear. Inclusive, há o sistema de comunicação próprio das usinas, para que não haja interferência. E esses simulados são uma forma de verificar a segurança do sistema, e prever como todos deveriam agir no caso de uma pane total – ressaltou o tenente-coronel, Otto

Diário do Vale

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