Agentes da CPT reúnem-se com Deputada do PV Alemão e com Fundação Heinrich Böll em Caetité

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Escrito por CPT Sul Sudoeste

31 de Ago de 2010

Terminou ontem dia 30 de agosto a visita da deputada do PV da Alemanha Ute Koczy ao Brasil. Organizada pela Fundação Heinrich Böll, a visita teve como objetivo conhecer os impactos causados em todo o circuito da atividade de produção de energia nuclear no Brasil. Passando pelo município de Caetité, no interior da Bahia onde se localiza a mina URA Caetité, da INB nos dias 25 e 26 de agosto, embora, impedida pela INB de visitar a mina, a deputada percorreu o entorno da área de

exploração de urânio e visitou comunidades impactadas, conversou com as famílias e ainda se reuniu com representantes de entidades e movimentos ambientalistas e de defesa dos direitos humanos para discutir os problemas e os perigos da mineração e as consequências políticas das aspirações do Brasil com o Programa Nuclear Brasileiro.

Agentes da Comissão Pastoral da Terra – CPT Sul/Sudoeste e membros da Comissão Paroquial de Meio Ambiente puderam conversar com a Deputada numa reunião realizada na manhã do dia 26 de agosto onde transmitiram informações sobre o trabalho de acompanhamento e orientação feito por estas instituições no município e especificamente nas localidades atingidas diretamente pela mina, denunciando o descaso como os moradores são tratados tanto pela INB quanto pelos Poderes Públicos, num “jogo de empurra” que já dura mais de dez anos. Além dos constantes acidentes que ocorrem com a exploração de urânio sem uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos responsáveis, existe o problema da falta de informação à população por parte da Empresa e da total ausência de diálogo com a sociedade. Foi enfatizado os constantes flagrantes de desrespeito aos direitos humanos das famílias que vivem no entorno da mina no que se refere a questão da terra, da água, moradias e saúde.
A CPT chamou a atenção para a necessidade de um trabalho de advocacy junto a à população da Alemanha sobre as contradições no que se refere a uma garantia financeira (Hermesbuergschaft) do governo Alemão ao programa nuclear brasileiro, pois á medida que financiam a atividade, financiam indiretamente o desrespeito aos direitos humanos de comunidades tradicionais que estão da rota do circuito de produção da energia nuclear.
A Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité enfatizou a dificuldade de acompanhamento mais direto, por exemplo, com assessoria jurídica às vítimas da INB na defesa dos seus direitos.
A partir da reunião foi firmado o acordo de maior diálogo e cooperação entre a Fundação Heinrich Böll no Brasil com as entidades que atuam na região de Caetité no sentido de fortalecer campanhas contra a exploração do Urânio e o programa de energia nuclear brasileiro. A Deputada Ute Koczy se comprometeu a dedicar todo o esforço para dar visibilidade na Alemanha, sobre os impactos causados pela atividade nuclear no Brasil, inclusive com a exploração da matéria prima e o comprometimento sócio ambiental causado pela mineração de urânio. Comprometeu ainda a cobrar oficialmente do Ministério de Minas e Energias explicações quanto a não permissão da sua visita à mina da INB, bem como questionar sobre a falta de transparência e controle social da população sobre o programa nuclear brasileiro.
Na avaliação da CPT Sul/Sudoeste o encontro com a deputada e com a fundação Heinrich Böll foi importante para ampliar a discussão sobre a atividade nuclear no Brasil e dar maior visibilidade ás comunidades impactadas também em nível mundial. 

Heinrich Böll, a visita teve como objetivo conhecer os impactos causados em todo o circuito da atividade de produção de energia nuclear no Brasil. Passando pelo município de Caetité, no interior da Bahia onde se localiza a mina URA Caetité, da INB nos dias 25 e 26 de agosto, embora, impedida pela INB de visitar a mina, a deputada percorreu o entorno da área de

exploração de urânio e visitou comunidades impactadas, conversou com as famílias e ainda se reuniu com representantes de entidades e movimentos ambientalistas e de defesa dos direitos humanos para discutir os problemas e os perigos da mineração e as consequências políticas das aspirações do Brasil com o Programa Nuclear Brasileiro.

Agentes da Comissão Pastoral da Terra – CPT Sul/Sudoeste e membros da Comissão Paroquial de Meio Ambiente puderam conversar com a Deputada numa reunião realizada na manhã do dia 26 de agosto onde transmitiram informações sobre o trabalho de acompanhamento e orientação feito por estas instituições no município e especificamente nas localidades atingidas diretamente pela mina, denunciando o descaso como os moradores são tratados tanto pela INB quanto pelos Poderes Públicos, num “jogo de empurra” que já dura mais de dez anos. Além dos constantes acidentes que ocorrem com a exploração de urânio sem uma fiscalização mais rigorosa por parte dos órgãos responsáveis, existe o problema da falta de informação à população por parte da Empresa e da total ausência de diálogo com a sociedade. Foi enfatizado os constantes flagrantes de desrespeito aos direitos humanos das famílias que vivem no entorno da mina no que se refere a questão da terra, da água, moradias e saúde.
A CPT chamou a atenção para a necessidade de um trabalho de advocacy junto a à população da Alemanha sobre as contradições no que se refere a uma garantia financeira (Hermesbuergschaft) do governo Alemão ao programa nuclear brasileiro, pois á medida que financiam a atividade, financiam indiretamente o desrespeito aos direitos humanos de comunidades tradicionais que estão da rota do circuito de produção da energia nuclear.
A Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité enfatizou a dificuldade de acompanhamento mais direto, por exemplo, com assessoria jurídica às vítimas da INB na defesa dos seus direitos.
A partir da reunião foi firmado o acordo de maior diálogo e cooperação entre a Fundação Heinrich Böll no Brasil com as entidades que atuam na região de Caetité no sentido de fortalecer campanhas contra a exploração do Urânio e o programa de energia nuclear brasileiro. A Deputada Ute Koczy se comprometeu a dedicar todo o esforço para dar visibilidade na Alemanha, sobre os impactos causados pela atividade nuclear no Brasil, inclusive com a exploração da matéria prima e o comprometimento sócio ambiental causado pela mineração de urânio. Comprometeu ainda a cobrar oficialmente do Ministério de Minas e Energias explicações quanto a não permissão da sua visita à mina da INB, bem como questionar sobre a falta de transparência e controle social da população sobre o programa nuclear brasileiro.
Na avaliação da CPT Sul/Sudoeste o encontro com a deputada e com a fundação Heinrich Böll foi importante para ampliar a discussão sobre a atividade nuclear no Brasil e dar maior visibilidade ás comunidades impactadas também em nível mundial.

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