Angra recebeu deputada do PV alemão

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VISITAÇÃO

Publicado em 24/08/2010, às 17h50

Última atualização em 24/08/2010, às 17h50

Deputada do PV alemão se reúne com ambientalistas de Angra para fortalecer a luta da cidade por esclarecimentos sobre o Programa Nuclear Brasileiro.

Durante a reunião ocorrida ontem a tarde (23) na sede da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sape), em Angra dos Reis, a deputada do Partido Verde alemão, Ute Koczy, trocou uma série de informações com os integrantes da entidade ecológica sobre diversas particularidades do Programa Nuclear Brasileiro.

A parlamentar, é contrária ao prosseguimento do Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, colocou-se à disposição da Sape para ajudar a entidade no que for necessário para que ela consiga levar adiante a luta, empreendida há mais de 27 anos no município, por mais esclarecimentos sobre a questão nuclear e os riscos que as usinas nucleares trazem para as populações.

Ute explicou que compartilha das mesmas opiniões dos ambientalistas brasileiros a respeito da geração de energia por meio de usinas nucleares, porque continua cada vez mais convicta de que o urânio é o “pior processo para resolver o problema energético de qualquer país, ele tem que ficar na terra”, afirma a deputada, que hoje visitou as usinas Angra 1 e 2 . A deputada irá até à região Nordeste, onde o governo brasileiro pretende construir novas usinas nucleares, e visitará especialmente Caitité (BA), onde existem as minas de urânio em atividade.

A deputada afirmou que na Alemanha precisou acontecer o grande desastre de Chernobyl para mudar a opinião pública sobre a necessidade de se gerar energia através da fissão nuclear. Mas lembrou que “o problema é muito complexo, porque os franceses, continuam a investir no setor.”

-É bom saber que vocês existem em Angra e trabalham com o intuito de esclarecer a população sobre o assunto. Também é muito bom saber que a todo o momento dão uma picadinha de agulha no setor energético nuclear. Uma só picada não dói muito, mas repetidamente elas se tornam milhares e vão doer, e aí vão ter que ouvi-los. Espero que o trabalho de vocês tenha êxito e estaremos sempre prontos a ajudá-los – disse ela.

Diversos assuntos foram abordados durante o encontro, como a ineficácia do plano de evacuação, com as barreiras que caem a todo o momento e paralisam a principal rodovia de acesso a Angra; a falta de transparência da Eletronuclear em relação às informações sobre as ocorrências que acontecem nas usinas; os problemas sociais advindos da implantação dos empreendimentos; o destino final do lixo nuclear que está depositado nas piscinas e nos depósitos provisórios e sobre diversos outros assuntos.

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