Campanha Japonesa de compra de votos

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 Sunday News com um ótimo trabalho de investigação entrevistou muitos representantes e comissionários da IWC disfarçados de possíveis interessados em financiar uma “ajuda” aos países para que votassem contra a pesca de baleias.
Muitas destas pequenas repúblicas se mostraram interessadas porém receosas de perder suas “ajudinhas” japonesas.
Diretos e indiretos, o Japão financia inúmeros países que fazem parte da IWC inclusive alguns que não tem nem costa.
Sob mitos como os que as baleias estão compromentendo o estoque pesqueiro estes países se posicionam a favor da pesca de baleias…
Onde, por debaixo dos panos, estão sendo financiados pelo governo Japonês.
Com hotéis, passagem e até prostitutas, os comissinários são agraciados enquanto seus ministros recebem investimentos milionários.
 
Mikael Freitas – Campanha de oceanos Greenpeace Brasil

 

Abaixo, a matéria do Sunday News
A fim de descobrir os pactos secretos que mantém a aliança pró-baleeira japonesa que contempla países Africanos, Asiáticos, Pacíficos e Caribenhos, o The Sunday Times, jornal do Reino Unido, aproximou-se dos ministros chave e oficiais da pesca destes países.
 
A investigação secreta foi feita com dois repórteres disfarçados de lobistas contratados por Dr. Hans Kruber, um fictício filantropo Suíço bilionário que acabara de criar um Fundo Europeu de Desenvolvimento da Pesca.
 
Aos governos foram oferecidos 25 milhões em libras para os próximos dez anos como uma “ajuda” da fundação de Kruber e tudo o que eles tinham de fazer era votar contra a proposta da CIB colocada na mesa neste mês em Agadir, Marrocos, na reunião anual da Comissão Internacional Baleeira.
 
Seis países indicaram seu interesse para com a proposta dos dois representantes da fundação, a ser então discutida com seus representantes e ministros. Foram eles: St. Kitts e Nevis (as Ilhas Marshall), Kiribati, Grenada, Costa Ivory e Guiné. Ainda mais reveladoras foram as declarações de seus representantes acerca de suas relações para com o governo do Japão.
 
Sylla, um veterano do departamento de pesca de Guiné, afirmou que seu país foi persuadido a se tornar membro da CIB pelo Japão há dez anos.
Ao ser questionado pelos repórteres sobre como era a relação econômica entre os dois países, Sylla afirmou que seu país recebe 7,9 milhões de libras como uma anuidade ao seu posicionamento baleeiro. Além de serem custeadas viagens, hotéis, refeições e mais 300 dólares a cada delegado da comissão da CIB para serem gastos diariamente durante as reuniões promovidas pelo Japão. Isso sem falar nas “ajudas” dadas em dias de reunião da própria CIB.
 
Sylla afirmou que em algumas reuniões, ele mesmo chegou a receber envelopes cheios de dinheiro, de oficiais japoneses, a serem entregues ao seu ministro.
Na sexta-feira subseqüente, o Ministro da Pesca de Guiné, negou as afirmações de que o Japão teria pagado seus delegados e afirmou que Sylla não estava envolvido com questões da CIB. Sylla foi colocado no telefone onde foi instruído a dizer que inventou a história, embora horas mais cedo, sua relação com as questões da CIB tenha sido confirmada por terceiros via telefone.
 
Embora o ministro de relações exteriores do Japão tenha afirmado que o Japão não custeia países a fim de ganhar votos para a CIB, outros representantes de ministros de outros países, indicaram uma história um tanto diferente.
 
Michael Booti, diretor do ministro da pesca de Kiribati, uma pequena ilha do Pacífico que sempre vota com o Japão, considerou a propostas dos dois “representantes de Kruber” atrativa. Michael Booti afirmou que usaria a proposta dos repórteres como objeto de barganha com o governo japonês a fim de ver o que levariam de ganho no final. Michael também confirmou os hotéis e viagens custeadas pelos japoneses.
 
Doreen de Brum, conselheira chefe de políticas pesqueiras das Ilhas Marshall, afirmou que seu país dá suporte ao Japão devido à ajuda que eles recebem dos mesmos. Após ser oficialmente informada da investigação do The Sunday Times, Doreen afirmou que sua posição em relação à pesca de baleias não tem conexão com os subsídios japoneses.
 
O mesmo foi feito com Timothy Harris, ministro de recursos marinhos e representante de St. Kitts e Nevis na CIB, assim como com Michael Lett, ministro da pesca e comissário na CIB de Grenada. Ambos foram levados a negociatas, expondo as práticas japonesas, quando acreditavam estar recebendo propostas do Fundo Europeu de Desenvolvimento da Pesca.
 
Em um jantar em Barcelona com Geoffrey Nanyaro, comissário da Tanzânia na CIB, o comissário explicou que 5 dos 7 “homens-chave” do seu departamento de pesca, falam japonês, porque foram educados lá e que 80 milhões de libras foram pagas ao seu país nos últimos dois anos pelo Japão como um auxílio à pesca.
Embora tenha dito que não acredita que a ajuda japonesa seja relacionada à sua posição na CIB, Nanyaro teme que o auxílio seja cortado caso seu país mude de lado neste debate.
 
Nanyaro ainda afirmou que o Japão paga secretamente passagens e hotéis aos delegados da CIB de diferentes países. Eles são também levados a caras viagens ao Japão onde boas mulheres encontram-se disponíveis.
 
“Sim, você sabe, sim… tudo começa com a pergunta ‘o senhor gostaria de uma massagem?’… ‘Vai ser uma massagem gratuita, o senhor está sozinho? Não gostaria de mais conforto’… e por aí vai” Completou Nanyaro.

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