Greenpeace critica trabalho incompleto

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 O Estado de S.Paulo

Para o coordenador da Campanha de Nuclear do Greenpeace, André Amaral, o armazenamento de rejeitos radioativos na usina deveria ser provisório. A previsão era de que o terreno estaria limpo em 1994 e o prazo foi prorrogado por mais dois anos. “O galpão atingiu a maioridade, mesmo com ordem para que fosse retirado num prazo de dois anos. O grave é que eles anunciam só agora um trabalho ainda incompleto. A região cresceu, há mais pessoas morando em volta. Hoje o risco de contaminação, em um vazamento, é maior.”

Segundo ele, os danos da contaminação radioativa nas pessoas são irreversíveis e difíceis de quantificar. “A vítima pode não sofrer consequências como câncer imediatamente, mas seu filho ou neto podem desenvolver essa doença, nascer com malformação. Fica para sempre.”

Valter Mortagua, da INB, afirma que há monitoramento do solo, da água subterrânea e da radiação na propriedade, com fiscalização do Estado e da Comissão Nacional de Energia Nuclear. “É areia. Ou seja, não se dissolve na água e, portanto, não poderia contaminar o lençol freático.”

O vereador Ítalo Cardoso (PT) diz que vai questionar a INB sobre a intenção de manter no galpão a areia radioativa. “Eles querem transformar o galpão em solução definitiva.”/ C.T.

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