Google vai atrás de licença para eletricidade

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18/01/10
A gigante de internet Google pediu, no fim do mês passado, uma licença junto à Comissão Federal de Regulamentação da Energia dos Estados Unidos para se tornar distribuidora de eletricidade e ganhar autoridade para comprar e vender energia a granel. A empresa atuaria da mesma maneira que várias elétricas de grande porte, por meio da subsidiária Google Energy LLC.

De acordo com informações do jornal americano Wall Street Journal, a permissão ajudaria na administração das próprias operações da companhia e na melhoria do acesso a fontes renováveis.  A porta-voz da empresa, Niki Fenwick, disse ao impresso que se o pedido à Ferc for atendido, a empresa poderá desenvolver o projeto de energia renovável e comprar eletricidade para suas operações.

Entretanto, a principal novidade no assunto é que o Google poderá ter um papel maior nos mercados, tornando-se até uma atacadista de eletricidade para outros grandes consumidores. Fenwick afirmou que a gigante “não planeja” vender seus serviços de administração de eletricidade a outras empresas ou se tornar uma especuladora no mercado, mas reconheceu que ainda “não determinou o que poderá fazer” com a “equipe verde” que formou.

A Ferc relata que a principal preocupação da comissão é com o domínio de mercado. Porém, como o Google não tem usinas ou distribuidoras, isso não deve ser um problema. A comissão solicitará apenas que a empresa informe seus planos com mais clareza.

Nos EUA, 1.500 empresas são autorizadas a comercializar eletricidade, a grande maioria são concessionárias de serviços públicos ou geradoras. É a primeira vez que a licença é solicitada por uma companhia de informática.

*Google PowerMeter*

O Google já havia demonstrado seu interesse no mercado de eletricidade ao oferecer o serviço Google PowerMeter. A ferramenta obtém leituras de medidores digitais “inteligentes” e de outros aparelhos, com o objetivo de revelar o consumo da casa e ajudar as pessoas a fazer as escolhas para economizar e diminuir as emissões de gases do efeito estufa das geradoras.

*Web via de rede elétrica*

Com a permissão de distribuir e comprar eletricidade, o Google abre as portas também para um possível desenvolvimento de projeto de internet via rede elétrica, o PLC (Power Line Communications), que permitiria maior inclusão digital.

No Brasil, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a Anatel (Agência de Telecomunicações) já deram o aval para a implementação do serviço no país. A internet via tomada promete democratizar o uso da web, pois mais de 90% da população brasileira tem acesso à eletricidade.

Comunidades em áreas rurais e de baixa renda, por exemplo, poderão usufruir o sistema. Além disso, a novidade irá estimular a competição em um mercado dominado pelas empresas de telefonia fixa. Hoje, o serviço de banda larga é restrito a 11 milhões de assinantes.

Mas, as empresas interessadas em explorar esse serviço apontam dificuldades por causa de restrições impostas pela Aneel. Segundo elas, o problema está na regra na regulamentação da exploração dessa tecnologia, que estabelece que as distribuidoras de energia realizem uma concorrência pública para escolher, pelo menor preço, a empresa de telecomunicações que prestará o serviço. Porém, as distribuidoras não querem correr o risco de serem obrigadas a ceder sua rede para uma outra empresa, fora do próprio grupo.

*Redação Adnews*

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