Indústria nuclear quer surfar na onda da COP

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Do site do greenpeace

Entidades fazem eventos para tentar convencer que as usinas nucleares são uma boa solução contra o aquecimento global. Moradores de Caetité sabem bem a que preço.

Em tempos de COP todo mundo está tentando surfar na onda do aquecimento global. Entre os eventos paralelos às negociações oficiais, os chamados “side events”, pelo menos três entidades das indústrias nucleares defendem o uso de energia atômica para a redução das emissões dos gases do efeito estufa. Não faz parte das apresentações da Sociedade Européia Nuclear, da Associação Mundial Nuclear e da Agência Internacional de Energia, no entanto, os impactos para ambientais e para a saúde humana dessa tecnologia. Assuntos no qual os moradores de Caetité são especialistas.

A cidade do interior da Bahia mais uma vez sofre as conseqüências de abrigar em seu território a mina de urânio das Indústrias Nucleares Brasileiras (INB) que abastece Angra I e II.  Os três mil moradores do distrito de Maniaçu, zona rural de Caeité, estão com abastecimento de água precário desde o dia 2 dezembro, quando o Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ), órgão ligado a secretaria estadual do Meio Ambiente, pediu o fechamento de seis pontos de abastecimento com índices de radiação muito acima do tolerado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Ingá analisa agora as amostras coletadas em outros 16 pontos de água utilizados tanto para abastecer a população que mora no arredor da INB e na produção da mina. “Caso seja comprovada a responsabilidade da INB na contaminação das águas, as outorgas (autorização de uso) serão revogadas”, informou Julio Rocha.

Um total de 18 pontos de água contaminada, já foi encontrado na região por análises independentes feitas pelo Ingá, CPRM (empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia) e Greenpeace. “É para se questionar o fato de em dez anos de monitoramento obrigatório, a INB nunca ter encontrado sequer um poço contaminado”, diz André Amaral, coordenador da campanha de nuclear do Greenpeace. 

Saúde – A contaminação dos poços ainda não é tratada como um problema de saúde pública. Só recentemente, com 10 anos de atraso, a INB começou a fazer um estudo sobre os impactos da presença da mina na saúde das pessoas, cujos primeiros resultados foram habilmente manipulados pela INB em seu boletim informativo.

Muito mais concretos, por enquanto, são os vários relatos da população sobre casos de leucemia, doença comum em pessoas expostas a altos índices de radiação, em moradores dos arredores da mina.

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Uma resposta to “Indústria nuclear quer surfar na onda da COP”

  1. Ramon Góes. Says:

    Ouxi (intergjeição de baiano)
    Esses caras são muito cara de pau , a energia nuclear tb libera gases estufa, na extração do uranio no transporte pra enriquecimento …..
    Para eles vale tudo … Até mentir !

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